Histórias da nossa infância…

Caros utilizadores de cremes depilatórios, possuidores de calções de banho pelo tornozelo, pessoas que gostam de manteiga de amendoim e homens no geral cujo animal preferido é o pintainho, sobretudo se fôr em forma de omelete.

O Sr. Drácuécalo tem uma enorme vontade de utilizar este post para discutir o quão ridícula é a palavra omelete. Se são daquelas pessoas que nunca escreveram esta palavra experimentem: “omelete”… Fica esquesito… Mas a realidade despertou a atenção deste regurgitador de croissants para uma coisa bem mais relevante de análise. O Sr. Drácuécalo descobriu o porquê de as crianças e jovens adultos dos dias de hoje serem tão mal formados! E a culpa não é dos pobres rapazes e raparigas, é dos pais!!! E porquê? – perguntarão vocês num tom afemininado… Porque os pais os punham a ver filmes da Walt Disney quando eram crianças!

Desengane-se quem pensa que os desenhos animados da Walt Disney eram educacionais e “fofinhos” e em tudo melhores do que os desenhos animados dos dias de hoje, ricos em violencia fisica, psíquica e antropológica. A Walt Disney, subrepticiamente, deu injecções psicológicas em altas doses de maus princípios que os miúdos foram gravando no seu mais íntimo ser e que se começou agora a exprimir. Não se acreditam? Então vejam só uns exemplos dos mais clássicos desenhos animados:

1 – A branca de neve e os sete anões!

Nem vai ser referido o facto de nenhuma mulher ter este nome ridículo, nem tão pouco o facto de numa história com 8 homens, 7 sofrerem de nanismo… Vamos concentrar-nos na mensagem que esta história passa: a branca de neve é uma mulher jovem, desempregada e que se aproveitou da sua beleza para se tornar promíscua, morando com 7 homens, dormindo com eles na mesma cama, todas as noites e ao mesmo tempo. Como se isto não bastasse, arranjou um homem extremamente rico e suficientemente estúpido para acreditar que ela era uma princesa e a sustentar o resto da vida. Coitada da bruxa má…

2 – A bela e o montro!

É surreal que todas as personagens da Walt Disney sejam belas e extraordinariamente “Uau!!!”!! A REALIDADE NÃO É ASSIM! HÁ PESSOAS FEIAS. Bem, neste caso temos a história de uma mulher bonita, desempregada, que quase aos 30 anos ainda mora com o pai e que, com um desejo de subir a escada do estatuto social, resolve casar-se com um homem que é feio como um monstro só porque ele é rico e tem um castelo. Para agravar a coisa, a moral que nos deixa no fim é: sejam assim que no final ele até vos vai parecer bonito…

3 – O rei leão!

Eles falam! Todos eles! TODOS OS SERES IRRACIONAIS PELUDOS E DE HÁLITO BAFURENTO FALAM! E ainda dizem piadas e cantam músicas… O Sr. Drácuécalo não sabe quem teve esta brilhante ideia de fazer um filme com animais a falar, mas depois queixam-se que os jovens de hoje consumam drogas para terem alucinações e ver elefantes cor de rosa a voar…

P.s: o Sr. Drácuécalo foi um consumidor avulso dos filmes referidos neste post. Desta forma, tudo o que foi dito deve ser ignorado e esquecido. Este post foi utilizado para experimentação animal. O estudo em que foi usado claramente concluiu que os animais não sabem ler, mas são óptimos mascadores de papel. Pode causar coisas inespecíficas. Ler com os olhos trocados. Em caso de persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.

Séries da nossa infância…

Caros  donos de fábricas de sabonetes, vendedores de chicletes gorila, homens que têm a certeza que o mar foi morto à chapada e pessoas no geral que não estão fartos dos anúncios da “Ideia Casa”:

Tão importante como o nosso futuro é talvez o nosso passado. Com ele aprendemos o que devemos fazer e muitas e tantas vezes o que não devemos fazer mas fazemos porque queremos e vamos continuar a fazer e ai de quem se intrometer no caminho porque acaba como o mar citado na intrudução do post! Com base neste pressuposto o Sr. Drácuécalo, tratador de jibóias bebés e tradutor de línguas espirituais resolveu escrever um post relacionado com o seu próprio antepassado, quando era ainda uma pocinha de água estagnada num pântano seco. Tem este post como base as séries mais importantes da infância de qualquer  homem que possua pelo menos um pêlo no corpo (e dos outros também). O mais incrível nestas séries é que os espectadores eram forçados a acreditar que coisas absolutamente rídiculas eram de facto a melhor solução para o herói matar o vilão, salvar a princesa, roubar a estátua que dá a vida a uma tribo qualquer perdida no meio do mato e apanhar um balão de ar quente em direcção ao pôr do sol. Vejamos alguns exemplos:

1 – Macgyver! Sim, o Sr. Drácuécalo sabe que o antigo herói macgyver foi substituido pelo novo herói e idolatrado McDonald’s, mas quem não recorda com saudade a habilidade e perícia de um homem que tinha tanto de engenheiro como o Sr. Drácuécalo tem de área de corpo depilada? Ele era capaz de, perante a morte e quando alguns telespectadores mais sensíveis começavam a debitar lágrimas, utilizar o seu canivete suiço para salvar toda a gente. Salienta-se o episódio em que o Macgyver estava debruçado sobre um precipicio onde uma mulher qualquer caía para a morte e com o auxílio do seu canivete, de uma pastilha elástica, uma lâmpada de poupança e 3 travões de bicicleta ele construiu um helicóptero militar, salvou a mulher (que continuava em queda) e ainda fez um caril de frango que estava uma categoria…

2 – KIT! O KIT estava para os heróis da altura como o renault clio e o fiat uno estão para os “gunas quitadores de carros”. O carro falava, voava, dançava valsa e era indestrutível. Nesta série, era habitual (devido à dublagem em brasileiro), vermos actor principal e exacerbar parafraseados como “- KITTY, VEM ME PEGAR!” e lá aparecia o super-carro, que automáticamente abria a porta, ligava o turbo e siga para bingo. O mais parecido que o carro do Sr. Drácuécalo faz é abrir a tampa do depósito de gasolina vezes demais…

3 – O último classificado neste breve top 3 de séries absolutamente excepcionais era uma relíquia entitulada: “Esquadrão Classe A”. Aos mais incautos pode parecer uma série em que um grupo de amigos aviadores viaja na EN127 dentro de um mercedes, mas não!!! Viajavam numa carrinha pão de forma ou coisa parecida. O que sempre suscitou a curiosidade de muita gente era o facto de um dos principais protagonistas fumar charuto. Ou melhor, fumar sempre o mesmo charuto, que nunca acabava nem diminuía de tamanho durante a série toda.

P.s: Este post foi eleito miss universo da frequesia de pinhões e pode ser confundido com um javali na época de acasalamento. O Sr. Drácuécalo não foi protagonista em anúncios de papel higiénico, nem tão pouco é apresentador de um qualquer tele-jornal nocturno. Pode provocar desiquilíbrio, ler com uma dose moderada de açorda! Em caso de persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.