Profissões e Profissões…

 

Caros utilizadores de cotonetes, manejadores de jibóias em bares de kizomba, pessoas no geral com tantos piercings que são confundidas com coadores e todos os homens que guardam aquele cotão do umbigo para acender a lareira no inverno…

O Sr. Drácuécalo sobrevoa a vida social da humanidade da mesma forma que uma mosca persegue um monte de estrume de um alce canadiano com o cio. Desta viagem resulta uma análise que se prende com o acto profissional da sociedade e com uma experiência de vida muito próxima à existência do Sr. Drácuécalo. Todos sabemos que há profissões mais respeitadas e com maior prestígio… Toda a gente sabe que há uma discriminação positiva se formos médicos, advogados, strippers ou mesmo trabalhadores na secção de alimentação de pandas num zoo de Bangkok. Por outro lado, há profissões que são marginalizadas e constantes alvos sociais.
Para compreenderem melhor a ideia, imaginem um rapaz, em idade escolar, já de si tímido, pouco “cool”, com óculos garrafais e t-shirt metida por dentro das calças que tenta a todo o custo fazer amigos no recreio… Imagem que este rapaz tem um pai, trabalhador numa fábrica de azeite! Tudo isto seria uma coisa normal se ele quisesse passar a vida sozinho a arrumar carros… Mas para uma criança que procura ansiosamente amigos, ter que dizer: “-O meu pai é azeiteiro”… enfim… Isto é de facto um cenário triste, mas piora… Imaginem agora que o pai desta criança decide despedir-se e procurar um emprego melhor… Imaginem que essa criança fica feliz e diz a toda a gente que o pai deixou de ser azeiteiro… Imaginem que ele começou a trabalhar numa fábrica de panelas!
Conclusão da história? O senhor em causa subiu na vida, de facto… Passou de azeiteiro a paneleiro e ao que parece esta até é uma profissão com futuro pois o Sr. Drácuécalo consegue nomear vários paneleiros portugueses bastante famosos e a ganharem muito dinheiro por mês, no entanto a pobre criança permanece infeliz, sozinha e tendo como únicas companhias um hamster com 5 patas (para maior aerodinamismo) e a máquina de barbear que a mãe lhe ofereceu quando fez 33 anos…

  

 

 

P.s: Este post não indica a previsão metereológica para as ilhas Fiji nem pretende simular um ataque de um javali sueco. O Sr. Drácuécalo não é o responsável pela construção do túnel do Marquês, nem tão pouco é o autor de filmes da National Geographic entitulados: “Rosita e a palmatória do vizinho” ou o best-seller: “Deixa-me lembrar-te o que fizemos no verão passado várias vezes seguidas”. Pode provocar crescimento das unhas dos pés. Em caso de persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.

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