Séries da nossa infância…

Caros  donos de fábricas de sabonetes, vendedores de chicletes gorila, homens que têm a certeza que o mar foi morto à chapada e pessoas no geral que não estão fartos dos anúncios da “Ideia Casa”:

Tão importante como o nosso futuro é talvez o nosso passado. Com ele aprendemos o que devemos fazer e muitas e tantas vezes o que não devemos fazer mas fazemos porque queremos e vamos continuar a fazer e ai de quem se intrometer no caminho porque acaba como o mar citado na intrudução do post! Com base neste pressuposto o Sr. Drácuécalo, tratador de jibóias bebés e tradutor de línguas espirituais resolveu escrever um post relacionado com o seu próprio antepassado, quando era ainda uma pocinha de água estagnada num pântano seco. Tem este post como base as séries mais importantes da infância de qualquer  homem que possua pelo menos um pêlo no corpo (e dos outros também). O mais incrível nestas séries é que os espectadores eram forçados a acreditar que coisas absolutamente rídiculas eram de facto a melhor solução para o herói matar o vilão, salvar a princesa, roubar a estátua que dá a vida a uma tribo qualquer perdida no meio do mato e apanhar um balão de ar quente em direcção ao pôr do sol. Vejamos alguns exemplos:

1 – Macgyver! Sim, o Sr. Drácuécalo sabe que o antigo herói macgyver foi substituido pelo novo herói e idolatrado McDonald’s, mas quem não recorda com saudade a habilidade e perícia de um homem que tinha tanto de engenheiro como o Sr. Drácuécalo tem de área de corpo depilada? Ele era capaz de, perante a morte e quando alguns telespectadores mais sensíveis começavam a debitar lágrimas, utilizar o seu canivete suiço para salvar toda a gente. Salienta-se o episódio em que o Macgyver estava debruçado sobre um precipicio onde uma mulher qualquer caía para a morte e com o auxílio do seu canivete, de uma pastilha elástica, uma lâmpada de poupança e 3 travões de bicicleta ele construiu um helicóptero militar, salvou a mulher (que continuava em queda) e ainda fez um caril de frango que estava uma categoria…

2 – KIT! O KIT estava para os heróis da altura como o renault clio e o fiat uno estão para os “gunas quitadores de carros”. O carro falava, voava, dançava valsa e era indestrutível. Nesta série, era habitual (devido à dublagem em brasileiro), vermos actor principal e exacerbar parafraseados como “- KITTY, VEM ME PEGAR!” e lá aparecia o super-carro, que automáticamente abria a porta, ligava o turbo e siga para bingo. O mais parecido que o carro do Sr. Drácuécalo faz é abrir a tampa do depósito de gasolina vezes demais…

3 – O último classificado neste breve top 3 de séries absolutamente excepcionais era uma relíquia entitulada: “Esquadrão Classe A”. Aos mais incautos pode parecer uma série em que um grupo de amigos aviadores viaja na EN127 dentro de um mercedes, mas não!!! Viajavam numa carrinha pão de forma ou coisa parecida. O que sempre suscitou a curiosidade de muita gente era o facto de um dos principais protagonistas fumar charuto. Ou melhor, fumar sempre o mesmo charuto, que nunca acabava nem diminuía de tamanho durante a série toda.

P.s: Este post foi eleito miss universo da frequesia de pinhões e pode ser confundido com um javali na época de acasalamento. O Sr. Drácuécalo não foi protagonista em anúncios de papel higiénico, nem tão pouco é apresentador de um qualquer tele-jornal nocturno. Pode provocar desiquilíbrio, ler com uma dose moderada de açorda! Em caso de persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico.

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